7 dicas para cuidar do coração e prevenir infartos

7 dicas para cuidar do coração
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7 dicas para cuidar do coração e prevenir infartos
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Para prevenir infartos — e de quebra proteger o cérebro contra o AVC — vale a pena investir em hábitos saudáveis. Quanto antes você adotá-los, menores as chances de ser surpreendido por um ataque cardíaco. Confira estas 7 dicas para cuidar de seu coração:

Dê adeus ao cigarro – Fumar danifica as artérias, fazendo que as gorduras se fixe com mais facilidade às suas paredes. O alcatrão, uma resina contida nos cigarros, adere à parede do nosso pulmão e vai fechando os alvéolos pulmonares, por onde circula oxigênio para dentro e para fora dos pulmões, acarretando o enfisema pulmonar, uma doença respiratória grave e de grande sofrimento pela falta de ar que a pessoa sente. O processo do alcatrão dentro de nossos pulmões é semelhante ao que acontece com um favo de abelha que vai sendo preenchido com o mel. Além disso, a nicotina eleva a pressão arterial, o que também agride os vasos sanguíneos, fora o risco de câncer, de envelhecimento precoce e tantos outros prejuízos, inclusive financeiro. Será que um fumante já calculou quanto ele gastou para manter o vício desde que ele começou a fumar?  Largar o cigarro não é missão fácil, mas necessária e, às vezes, requer ajudar médica e psicológica.

Chega de noites mal dormidas – Novos estudos encontraram uma associação entre poucas horas de sono (menos de oito horas) e a presença de marcadores no sangue indicando alto risco de doenças cardiovasculares. O melhor não é tomar remédios para dormir, mas adotar hábitos saudáveis afim de superar noites em claro. Há medidas simples mas que ajudam muito a melhorar a qualidade do sono. Evite tomar bebidas estimulantes, a base de cafeína, como café e mate, após o período das 15 horas. Faça algum tipo de ginástica ou meditação para relaxar no final da tarde. Não agite-se com discussões, brigas ou qualquer conversa tensa que eleve a adrenalina. Cultive hábitos calmos, falar com mansidão e aprender a ouvir e compreender as outras pessoas. E, lembre-se, problemas não podem ser resolvidos na cama.

Equilibre as emoções  – Pessoas de pavio curto, que costumam ter ataques explícitos de raiva, têm até cinco vezes mais chances de manifestar distúrbios cardíacos. Durante as explosões de agressividade, a pressão arterial sobe, o pulso aumenta e a produção de cortisol entra em ritmo acelerado, o que repercute mal no coração. Mas resista à tentação de cair no extremo oposto: guardar a raiva. O mais eficaz é aprender a gerir melhor a hostilidade, desenvolver a chamada “inteligência emocional”. Isso pode ser conseguido por meio de mudanças de comportamento autoinduzidas ou desencadeadas por psicoterapias. Investir nos contatos sociais é outro modo de buscar o equilíbrio. Também é importante tratar a depressão, afinal esse quadro psiquiátrico oferece perigo.

Controle o estresse – Desde o tempo das cavernas, o estresse nos protege de perigos, produzindo altas cargas de adrenalina para nos excitar a agir com rapidez. Mas também  pode virar uma bomba relógio quando disparado constantemente por causa de trânsito, violência, cobrança excessiva no trabalho ou nos cuidados com os filhos. Sob efeito da adrenalina a pressão arterial sobe e ocorrem alterações no metabolismo capazes de desencadear a aterosclerose. Por isso, é importante ter momentos de paz e lazer. Invista em meditação, massagem, atividades manuais. Ir ao cinema, ouvir música, ler bons livros, conversar com os amigos, são hábitos que devemos cultivar. Reserve sempre espaço no seu dia para uma atividade relaxante.

Controle o peso – Quem não está em dia com a balança corre mais risco de ter problemas de pressão alta, além de diabetes, que também arrasa as artérias. Por isso, pequenas perdas de peso já podem ter impacto positivo na prevenção de doenças cardíacas. O benefício é maior quando se reduz a gordura depositada na barriga. Ela é pior para o coração por ser juntamente do tipo que tende a se acumular nas vísceras e endurecer as artérias. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a medida da cintura deve ser igual ou menor do que 90 cm para os homens e 80 cm para as mulheres.

Reposição hormonal? – A reposição de hormônios na meia-idade é uma questão controversa. Estudos recentes mostram que a terapia hormonal após a menopausa aumenta a incidência de infarto – o contrário do que se supunha até então. Os dados foram reavaliados e a tendência hoje é considerar que pode haver proteção se a mulher iniciar mais cedo e usar por tempo determinado. O homem, por sua vez, não costuma ter queda brusca nas taxas hormonais, a menos que sofra do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), quando pode ser prescrito um tratamento à base de testosterona. Mas se a produção estiver dentro da normalidade, não há indicação para reposição, mesmo porque ela embute riscos ao coração. Assim, a situação de ambos os sexos deve ser muito bem avaliada para pesar riscos e benefícios antes de decidir pró ou contra o tratamento hormonal.

Boa alimentação – Um excelente remédio para evitar doença cardíacas é o seu cardápio. Aprender a comer bem é um dos maiores conhecimentos que podemos adquirir na vida. Evite os óleos vegetais, leite gordo, requeijão, manteigas e margarinas, qualquer produto com gordura hidrogenada, carne de boi muito gordurosa, excesso de carboidratos, açúcar e refrigerantes, álcool e massas.  Não faça refeições no período noturno. Coma com moderação.

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