Adoçantes: afinal, qual o melhor substituto do açúcar?

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O ideal seria consumir tudo sem adição de adoçantes. Várias pessoas já estão adotando este hábito, até para tomar café, sucos e chás. Mas, para quem foi criado com o açúcar, viver sem o sabor adocicado é uma situação quase infernal. O açúcar vicia mais que a heroína. Não por ele próprio. Mas pela sua capacidade de liberar altas taxas de dopamina em nosso cérebro. A dopamina é também conhecida como a molécula da felicidade, ou molécula da motivação. Ela nos dá uma sensação de bem estar e, por isso, o consumo de açúcar se torna algo tão agradável, além do delicioso sabor adocicado que proporciona.

Mas o açúcar é um problema sério. Consumido exageradamente, pode danificar nosso DNA, necrosar nossos órgãos, aumentar os níveis de glicose em nosso organismo e causar diabetes provocando resistência à insulina. Estas situações são muito apropriadas para o surgimento do câncer, que depende de um processo inflamatório para se fixar em nosso organismo.  Além disso, o açúcar pode causar cárie e ser também causa de depressão, da mesma forma que drogas como cocaína e heroína. Como ele estimula a produção de dopamina, a falta de ingestão de açúcar causa uma sensação de mal estar, quando os níveis de dopamina caem pela ausência de açúcar no organismo.

Então a questão é: como adoçar sem açúcar? Qual o melhor adoçante para isto?

Aí que o problema começa ser ainda mais complexo, pois até hoje não se conseguiu o adoçante ideal. Alguns são até mais perigosos que o açúcar e largamente usados hoje por diabéticos e por dietas de emagrecimento, como o aspartame e o ciclamato, adoçantes artificiais que alguns estudos indicam que podem provocar câncer. Além disso, eles não são tão diets como pregam os fabricantes, pois possuem valores calóricos significativos para quem deseja perder peso.

A melhor opção natural hoje no mercado é o adoçante a base de  Stévia, uma planta latino-americana que já era suada pelos índios para adoçar. Mas o sabor residual não é muito agradável, o que afasta muita gente desta alternativa. Temos também o mel, que também muita gente não gosta como adoçante e seu custo é um pouco alto.  Há ainda outros produtos naturais, como o sorbitol (encontrado nas frutas, como maçã e ameixa, e nas algas marinhas) e o manitol (extraído de algas marinhas e vegetais, como a beterraba). Seus preços, entretanto, não são nada populares.

A questão econômica é outro fator complicador na escolha de um adoçante. O açúcar, a despeito de seus malefícios, ainda é um produto de preço acessível à maioria da população. Por isso, dissemos que os adoçantes são um assunto difícil para ser resolvido.

Nossa sugestão. Se você optar por usar o açúcar, use com moderação. A Organização Mundial de Saúde recomenda uma ingestão máxima de 25 gramas de açúcar por dia. Se você puder adquirir e gostar do açúcar mascavo, dê preferência a ele, pois é mais natural.