Mandioca: um dos alimentos mais saudáveis da culinária brasileira

Também conhecida como aipim ou macaxeira, a mandioca é um dos cultivos tropicais de maior eficiência biológica, convertendo a maior quantidade de energia solar em carboidratos, por unidade de área. Possui excelentes qualidades nutritivas, inclusive para a alimentação de animais, como vacas leiteiras. É uma das plantas mais ricas em carboidratos de cadeia longa, que são aqueles que demoram mais tempo para se transformar em glicose em nosso organismo. Isto acontece por que a mandioca tem muitas fibras alimentares e significa que nos mantém alimentados por mais tempo, evitando picos de açúcar no sangue, o que poupa o pâncreas de trabalhos exaustivos, reduzindo o risco de diabetes tipo 2. Além dos carboidratos, a planta fornece também proteína, vitaminas e minerais. Por isto, ela é um dos alimentos mais saudáveis da culinária brasileira.

Contudo, é preciso saber que existem dois tipos de mandioca,  cuja principal diferença é o maior ou menor teor de ácido cianídrico, uma substância muito venenosa encontrada nessa planta. A mandioca mansa é a que nós compramos nas quitandas ou nos supermercados na forma de farinha de mandioca. Possui um teor baixo de ácido cianídrico, que não ultrapassa 50 miligramas por quilo de raiz fresca, incapaz de causar intoxicação.  A outra é chamada de mandioca brava, com alto teor de ácido cianídrico, que chega a ultrapassar os 100 miligramas por quilo de raiz fresca, sendo, portanto, capaz de envenenar e matar a pessoa. Mas, seja qual for a variedade, a mandioca não pode ser consumida crua.

VALOR NUTRITIVO DA MANDIOCA

A raiz fresca de mandioca apresenta cerca 1500 calorias de energia metabolizável, enquanto subprodutos como a farinha de mandioca ou farofa chegam a variar de 3200 a 3600 calorias de energia metabolizável por quilo. Portanto, a mandioca está classificada entre os alimentos de mais alto valor energético. A ONU – Organização das Nações Unidas – chegou, inclusive, a classificá-la como “o alimento do século 21”. Mas a mandioca também é fonte de vitamina C, vitamina A, vitaminas B2 e B6 e minerais como o potássio, magnésio, cálcio e ferro.

A MANDIOCA É BOA PARA O INTESTINO

Seu alto teor de fibras favorece o bom funcionamento do intestino, ajudando a eliminar a prisão-de-ventre e o excesso de gases intestinais. O potássio presente na mandioca facilita a movimentação muscular do intestino, facilitando a digestão e a melhor absorção dos nutrientes dos alimentos.

A MANDIOCA COMBATE A ARTRITE

O consumo diário da mandioca é um excelente remédio contra as dores, rigidez e inchaços causados pela artrite. Isto porque ela contém uma substância chamado saponina, que melhora o estado das articulações que estão afetadas por esta doença.

A MANDIOCA POSSUI AÇÃO ANTI-INFLAMATÓRIA

Além dos saponinos, a mandioca também fornece polifenóis, que juntos criam uma ação anti-inflamatória em nosso organismo.

A MANDIOCA É ANTIOXIDANTE

A mandioca possui ainda o resveratrol que da mesma forma que a vitamina C possui propriedades antioxidantes, evitando formação de tumores, protegendo o DNA de nossas células e também o envelhecimento precoce da pele.

MANDIOCA EM DIETA PARA EMAGRECER

Quem está lutando contra o sobrepeso deve incluir a mandioca como parte do plano alimentar de emagrecimento, substituindo outras fontes de carboidratos de cadeia curta como batata, arroz e macarrão, que viram rapidamente glicose, que não sendo queimada na mesma velocidade vai se transformar em gordura corporal. Além disso, os alimentos de carboidrato de cadeia curta, que são alimentos sem muitas fibras metabolizáveis, retornam rapidamente nossa sensação de fome, obrigando a pessoa a voltar a se alimentar mais rápido, uma vez que se dissolvem em muito pouco tempo.

A MANDIOCA NÃO TEM GLÚTEN

Outra vantagem da mandioca é que ela pode ser consumida sem problemas por pessoas alérgicas ao glúten, presente em derivados do trigo, como pães, pizzas e outras massas. Por isto, a tapioca, que é uma fécula extraída da mandioca, vem ganhando cada vez mais espaço na substituição do trigo para fabricação de massas, a exemplo do tradicional beiju da culinária indígena brasileira.