Ozônio: o matador de bactérias que podem matar você

O italiano Enrico Fermi,  Prêmio Nobel de física de 1938 e maior expoente da física mundial, tendo trabalhado no desenvolvimento do maior gerador de energia de partículas atômicas do mundo, fez a seguinte afirmação: “o Ozônio é a maior descoberta da química moderna”. Realmente ele não exagerou. Embora ainda relegado a segundo plano na medicina, este gás maravilhoso pode tratar inúmeras doenças e desinfetar o seu corpo e vários ambientes das terríveis bactérias que tanto matam atualmente, principalmente por infecção hospitalar.

O ozônio é um gás com a fórmula O3. Ele deriva do oxigênio, que tem a fórmula O2. Ele é obtido a partir de descargas de alta voltagem que partem a molécula do oxigênio em três. Na atmosfera terrestre existe uma camada de ozônio que circunda o planeta e nos protege dos raios ultravioleta de alta intensidade do sol, sem a qual não haveria vida na Terra, pois todas as plantas seriam queimadas por esta irradiação. Nossa camada de ozônio é mantida pelas descargas dos raios durante as tempestades, que fabricam enormes quantidades desse gás. Fora da natureza, o ozônio é obtido por meio de equipamentos que simulam descargas elétricas em moléculas de oxigênio dentro de um tubo. Geralmente é usada a água, que contém muito oxigênio, para fabricação do ozônio. Sendo um gás instável, não tem como ser armazenado por muito tempo, mesmo em recipiente fechado, pois voltará logo ao seu estado de O2.

A história do Ozônio é antiga, existem relatos de seu uso já em 1915 pelo dermatologista alemão Albert Wolf, que tratava de infecções no exército de seu país durante a primeira guerra mundial. No entanto, apesar de serem conhecidos pela ciência todos os benefícios do ozônio para seu emprego na medicina, uma imensa minoria de médicos sequer sabem da sua existência. Talvez por um motivo muito simples. Médicos trabalham segundo um protocolo ditado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, que por sua vez sofre forte influência da indústria farmacêutica, a quem não interessa o emprego do ozônio, pois ele não pode ser patenteado nem vendido nas drogarias e farmácias. Cuba foi o país pioneiro  no uso do ozônio na rede de saúde pública, mas atualmente o ozônio é usado em larga escala em países como Alemanha, França, Japão, Bulgária, Hungria, México, Canadá, Itália, Israel, Polônia e Russia,  onde é utilizado em todos os hospitais governamentais. No Brasil, houve muita controvérsia sobre sua utilização, mas finalmente em julho de 2018 o Ministério da Saúde autorizou o SUS a utilizar o ozônio como “tratamento complementar”. Mesmo assim, são raros os hospitais onde o ozônio esteja realmente sendo empregado. O lobby da indústria farmacêutica é muito forte e de jeito nenhum quer perder mercado de suas pomadas e outros anti-inflamatórios e anti-virais para um gás com o qual eles não podem ganhar dinheiro. É importante lembrar uma decisão de 1933 da influente American Medical Association: “Eliminated all medical treatments that were competitive to drug therapy”, que traduzindo significa “Eliminar todos os tratamentos médicos que sejam competitivos com a terapia das drogas”. É assustador, mas é verdade.

COMO FUNCIONA O OZÔNIO

O ozônio é um poderoso antimicrobiano, antiviral e antifúngico, muito mais potente e eficaz do que qualquer droga disponível no mercado. Não existe bactéria, vírus ou fungo resistente ao ozônio. Isto acontece porque o poder de oxidação do ozônio é muito maior do que a do oxigênio ao mesmo tempo em que ele aumenta a oxigenação das células. É sabido que a principal causa do câncer, por exemplo, é o baixo aproveitamento do oxigênio pelas mitocôndrias, as bactérias que vivem no interior das nossas células e são responsáveis por fabricar a energia do nosso organismo. Quem disse isso foi o cientista alemão dr. Otto Warburg, único médico na história a ser ganhador do prêmio Nobel de Medicina por duas vezes, em 1931 e 1944.  Para fabricar energia, as mitocôndrias têm que queimar eficientemente o oxigênio, causando uma combustão que transforma as gorduras, a glicose e as proteínas em energia. Desse processo, resultam as moléculas conhecidas como radicais livres. Quanto mais oxigênio é usado na combustão, pela baixa eficiência em sua utilização, mais radicais livres são produzidos em nosso organismo. Embora sejam moléculas muito importantes para a nossa saúde, o excesso de radicais livres associado a uma menor disponibilidade de oxigênio livre para provocar a oxidação delas, que causará a sua morte mantendo o seu equilíbrio em nosso corpo, passamos a correr o risco de várias doenças degenerativas, como o câncer e o Alzheimer, por exemplo. Então a chave que fecha esse perigo é simples: basta fazer as nossas células aproveitarem melhor o oxigênio que respiramos. Mas como fazer isto?  A ozonioterapia tem justamente o poder de aumentar a capacidade oxigenativa de TODAS as células do corpo humano, através de um processo que interfere em todas as fases de geração de energia no corpo.

PARA QUE SERVE O OZÔNIO

Enquanto no Brasil existe uma lei que obriga o uso do cloro para purificação do abastecimento de água, na maioria dos países desenvolvidos é utilizado o ozônio. Embora o cloro seja um excelente oxidante e bactericida, para ter uma ação eficaz na oxigenação do corpo ele precisa de um ativador como o ácido cítrico, que logicamente não pode ser usado no trato da água. Ao contrário, o ozônio sozinho dá conta do recado.  Além disso, ele é usado mundialmente para prevenção e tratamento adicional em doenças importantes como diabetes, hipertensão, infecções, cirurgias, lesões, câncer, acne e até na estética. É também largamente empregado no setor industrial de alimentos, principalmente os laticínios para desinfetar seus equipamentos de bactérias formadas nos resíduos deixados pela passagem do leite pelas tubulações.

COMO USAR O OZÔNIO

Como forma preventiva, você pode usar o ozônio na água que bebe diariamente. Existem vários aparelhos ozonizadores no mercado, que purificam a água que você recebe em sua casa e mantém um nível de resíduo de ozônio em dosagem adequada para não prejudicar o seu organismo. Pois, é bom frisar, ingerido sem precaução o ozônio é um gás perigoso. Depois de encher uma garrafa de água ozonizada basta deixá-la descansar pelo tempo determinado pelo fabricante e em seguida pode consumi-la sem problema. O uso diário da água ozonizada irá tornar muito eficiente o aproveitamento do oxigênio pelas suas células e evitar inflamações e infestações por bactérias, vírus ou fungos.

Como tratamento e uso interno, a ozonioterapia deve ser aplicada exclusivamente por um médico especialista. Para quem sofre de escarias provocadas pelo diabetes ou por acamamento, o banho com água ozonizada é a melhor solução para acabar com as feridas.