Pressão alta não é doença, é algo errado com você

Pressão alta não é doença, é algo errado com você
5 (100%) 2 votos

A pressão alta está se tornando uma praga mundial causada principalmente pelo modo de vida estressante do mundo moderno e a péssima alimentação a base de calorias excessivas em nosso cardápio diário.

O sangue leva para nossas células todo o combustível necessário para manter a nossa vida:  açúcar (glicose), oxigênio, hormônios e alegria. E retira das células o lixo da combustão: ácidos, gás carbônico e eventuais tristezas.

Para realizar este trabalho, o sangue precisa circular por todo o nosso organismo. Assim como todos os rios correm para o mar, o sangue corre sempre para o coração. O sangue sai com força do coração, percorre “quilômetros” de artérias e volta ao coração trazido pelas veias. Pois, para que o sangue possa circular pelo corpo é necessário que justamente esta bomba maravilhosa chamada coração faça força (pressão) para empurrar este sangue por dentro das artérias.  Ao passar dentro das artérias o sangue encontra uma resistência (pressão), provocada pelo atrito. Quanto mais estreita é a artéria, maior a resistência (pressão) à passagem do sangue.

A força do coração para bombear o sangue é chamada de pressão máxima, ou sistólica. E a resistência que a artéria oferece à passagem do sangue é chamada de pressão mínima, ou diastólica.  Desta forma, quando o médico diz que sua pressão é 12 por 8, ele está informando que a pressão (força) exercida pelo seu coração para empurrar o sangue pelas artérias é igual a 12 milímetros de mercúrio (mmHg) e que a pressão (resistência) que suas artérias estão oferecendo à passagem do sangue é de 8 mmHg.

Logicamente, a pressão máxima tem que ser sempre maior do que a mínima, para que o sangue possa circular. Não existe pressão de 8 por 12, nem 6 por 10, porque se a mínima for maior do que a máxima, o sangue não circula.  

Portanto, a pressão arterial depende da largura (calibre) da artéria. Artérias com calibre normal permitem que as pressões máxima e mínima sejam também normais. Se o calibre da artéria se estreitar, aumenta o atrito do sangue e a pressão mínima. Então, o coração terá que fazer mais força para empurrar o sangue dentro da artéria, aumentando a pressão máxima.

A regra é simples.  Artéria com calibre normal. O sangue passa sem dificuldade. Pressão arterial normal, tipo 12 x 7. Artéria com calibre reduzido. O sangue passa com dificuldade. Pressão arterial alterada, tipo 18 x 10.

A hipertensão arterial (ou pressão alta persistente) tem sua origem no estreitamento do calibre das artérias (e consequente aumento de pressão), o que obriga o coração a também aumentar sua pressão para poder empurrar o sangue por dentro destas artérias estreitadas. O entupimento das veias por gorduras provoca o mesmo efeito do estreitamento do calibre das artérias, que pode ocorrer por um defeito congênito, por problema degenerativo ou o mais comum: o stress, a tensão nervosa, as explosões de raiva.

Na verdade, os medicamentos para hipertensão não agem sobre a causa, apenas sobre os efeitos. Por isso, quando a pessoa pára de tomar o remédio a pressão tende a voltar a subir.

Quem tem pressão alta geralmente pode, a critério médico, deixar de tomar remédios e manter sua pressão normal se:

Reduzir o peso corporal e mantê-lo normal
Praticar exercícios físicos regulares, tipo caminhadas (de preferência todos os dias), por no mínimo 30 minutos
Usar bebida alcoólica com muita moderação.
NUNCA fumar.
Evitar alimentos com muito carboidratos e açúcar, que são as fontes dos triglicérides, gordura produzida pelo fígado que entope as artérias

A pressão alta está se tornando também uma doença das crianças, porque elas estão engordando e comendo muito carboidrato e açúcar (sanduíches, biscoitos e outras massas, além de muito refrigerantes e outros doces).